quarta-feira, março 09, 2011

Tuna Dwek - Arte em Pessoa



Além de atriz é socióloga, tradutora e escritora... Fala cinco idiomas fluentemente.

Tuna acredita que todas essas outras funções acrescentam muito no seu trabalho de atriz. Ela diz que a sociologia te ajuda muito no momento de ler um texto.

Atuou nos curtas: “Manual para Atropelar Cachorro” em 2005, “O Quintal dos Guerrilheiros” também em 2005 e recentemente gravou o curta “Minha Obra”, da atriz Bárbara Paz (o primeiro curta da atriz). Acredita ser importante fazer os curtas, pois tudo que o ator faz é útil. Também participou do seriado “Minha Nada Mole Vida” da Rede Globo, e falou ter sido um desafio, pois acha menos difícil fazer drama: “É menos difícil eu tocar você com a emoção do que com o humor. Drama todo mundo tem”. Na TV Trabalhou nas minisséries “Um Só Coração” de Maria Adelaide Amaral e “JK” também de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, ambos na Rede Globo. Nas duas minisséries a atriz fez duas personagens que existiram. Marinette Prado (personagem Francês de Um Só Coração) foi à idealizadora da Semana de Arte Mo
derna de 22 em São Paulo. Olímpia Garcia (personagem Espanhola de JK) uma cafetina. Outras francesas foram interpretadas por Tuna, em “Da Cor do Pecado” e “Essas Mulheres” da Rede Record. Atuou também em “A Diarista”, “Queridos Amigos”, na novela “Ciranda de Pedra”. E também fez muitos comerciais. Atualmente a atriz atua na novela: “Tempos Modernos”.

E não é coincidência seus papéis serem ligados a línguas estrangeiras, ela diz ser intencional, “Porque eles sabem que eu falo de verdade, não faço de conta”.

Para compor a personagem Olímpia Garcia de JK a atriz foi para Madri e
diz que ficava 24 horas pensando, falando e treinando em espanh
ol, quando voltou para o Brasil, ela e seu assessor de imprensa foram
para a Rua Aurora, na Avenida São João e Rua Augusta, pois queria entender de perto esse universo. O universo da prostituição, tem uma visão muito glamurosa no cinema, no teatro e na televisão. Mas diz que na verdade, o ponto de partida deste mundo é a necessidade. Em suas visitas nunca deixou claro a sua intenção naquele lugar, sempre entrava como uma cliente, e saía rapidamente, porque essa realidade pesada te deprimia.

Tuna sabe separar bem o profissional da vida pessoal, deixa s
eus personagens nos palcos, nunca os leva para casa, mas que adquiriu com a experiência, pois somente o tempo ensina a separar.

Como escritora publicou: “Maria Adelaide Amaral – A Emoção Libertária” onde tive o prazer de presenciar o lançamento do livro e “Alcides Nogueira – Alma de Cetim”. Tuna diz te
r sido fácil escrever sobre ambos, pois ter uma grande amizade, de anos: Só ajudou! E em breve lança mais duas biografias: da fotógrafa Vânia Toledo e da atriz Denise Del Vecchio.

E além de tudo isso se dedica ao teatro, em 2006 participou de algumas leituras do Letras Em Cena e do Nunca Se Sábado e para este ano já tem várias propostas.

É uma das artistas mais completas que tem e vem contribuindo para o crescimento da nossa arte. E tem o dom de fazer amizades por onde passa e cativar multidões, por sua generosidade, amizade, inteligência e conhecimento da vida.
Acredito que para ser a “Arte” não bastava somente ser poliglota, s
er socióloga, escritora, tradutora, atriz... Tinha mesmo que ter a simpatia que
somente Tuna Dwek tem. E a arte agradece!!!

“Tenho o prazer em te ter como amiga, não pelo que teu nome representa na nossa arte, mas por ser Tuna Dwek, a pessoa simpática, humorada, humilde, que só tem a acrescentar nas nossas vidas! E obrigado a Nanda Rovere por me apresentar essa incrível mulher!”.



Eu e Tuna em lançamento do livro da Denise Del Vecchio


Texto publicado por Lell Trevisan no jornal Folha da Cidade em 2007 e atualizado em 2010.