terça-feira, julho 03, 2012

Salomé & Yocanaãn - Profanando a Profanação


Apresentação:

A peça “Salomé & Yocanãn – Profanando a Profanação” é uma adaptação livre do texto “Salomé” de Oscar Wilde, que o escreveu em francês no final do século XIX (1891) e logo após foi traduzido para o inglês pelo Lorde Alfred Douglas.
Em 1892 quando Salomé já estava sendo ensaiada e às vésperas da estreia no Palace Theatre em Londres, possivelmente com Sarah Bernard no papel título, o texto foi censurado sob a desculpa de que a encenação de cenas bíblicas não eram permitidas no palco e Oscar Wilde foi acusado de estar profanando uma obra sagrada.

O fato é que "Salomé" aborda temas considerados, à época, imorais, o que terá pesado fortemente na decisão.

A estreia em Paris deu-se em 1896, quando Wilde cumpria a pena de dois anos de trabalhos forçados por conduta imoral. Este, nunca viu seu texto ser representado, mas atualmente é a mais famosa versão dramática da história de Salomé, que em 1909 já havia sido traduzida para quase todos os idiomas europeus.

Richard Strauss assistiu a uma das primeiras representações de "Salomé" na Alemanha, em Berlim, e escreveu o libreto para a sua ópera a partir do texto de Wilde. A estreia mundial aconteceu na Ópera de Dresden, em 1905. Ainda hoje é considerada uma ópera difícil e Maria Wittich, a primeira Salomé de Strauss, recusou-se inicialmente a cantar o papel, dando como pretexto a indecência da personagem. A cena final é um dos maiores momentos de toda a História da Ópera.

Salomé, ao longo do tempo, causa tal fascínio que muito tem sido cantada, representada, filmada, pintada, esculpida e reescrita por grandes artistas. Entre eles podemos citar: Sarah Bernard, Theda Bara, Carlos Saura, Salvador Dalli, Pablo Picasso...

O autor Lell Trevisan resolve “profanar” a “profanação” de Oscar Wilde, adaptando livremente sua obra, onde a inserção de personagens vindos de outras obras clássicas ou contemporâneas (Shakespeare e Nelson Rodrigues), algumas interferências críticas dos atores ao próprio texto, a existência de um personagem que situa a estória no tempo/espaço e cria determinados climas emocionais, narrando ou contracenando apenas através da voz, constitui-se num exemplo típico de metateatro e assim temos o drama de Salomé transformado numa inteligente e deliciosa comédia com final inusitado.

Sinopse:

O espetáculo começa com a voz de um personagem “o narrador”, interpretado pela atriz Rosi Campos, chamando os atores à cena e fazendo algumas considerações sobre Oscar Wilde e sua obra profanada “Salomé”, bem como sobre o autor que “profana” a “profanação”, Lell Trevisan.

Em seguida, este narrador que se fará presente até o final do espetáculo, intervindo no mesmo e também anunciando novas cenas, dá início a estória:

“Era uma vez uma menininha ingênua querendo ouvir uma “estorinha” para dormir. Seu pai, cansado, lembra-se de uma antiga estória... Salomé & Yocanaãn!”
Salomé uma princesa da Judéia, apaixona-se por um prisioneiro - Yocanaãn, um profeta preso que numa de suas visões, vê sangue derramado.

Salomé é capaz de fazer qualquer coisa pelo seu amor... E Yocanaãn sabe que não pode ceder aos encantos desta linda princesa.

Bruxas exortam Salomé a desistir deste amor impossível. Desesperada, Salomé pede ajuda a sua mãe Herodias para interceder por este amor; mas Herodias, uma mulher malvada, tendo sido perseguida e difamada por Yocanaãn, aconselha sua filha a dançar para Herodes e em troca receber numa linda bandeja de prata a cabeça de Yocanaãn, o que Salomé reluta em fazê-lo.

Salomé procura ajuda então com o Padre Franciscano Frei Lourenço (o mesmo Padre que ajudou Romeu e Julieta – na obra de Shakespeare). Não obtendo sucesso, ela então decide acatar o conselho de sua mãe e dança para Herodes a famosa dança dos Sete Véus.

O rei medroso e apaixonado pela filha de sua mulher promete em troca da dança satisfazer um de seus desejos. Neste momento, Salomé pede a cabeça de Yocanaãn.

Herodes, espantado tenta persuadi-la a pedir outra coisa. Esta, relutante, decide conseguir a cabeça de Yocanaãn por ela própria.
Herodes apavorado com a possibilidade de ser amaldiçoado, resolve matar Salomé.


Ficha Técnica:

Texto:
Lell Trevisan (Livre adaptação de “Salomé” por Oscar Wilde)


Elenco:
Arthur Lemos
Lell Trevisan

Participação especial (em áudio):
Rosi Campos

Concepção cênica e figurinos:
Ailton Amaral

Sonoplastia:
Lell Trevisan

Produção Musical:
Estúdio Musicando

Design Gráfico:
Andréa Vasconcellos

Produção:
Grvpo Arteatro
Athus Studio

Encenação:
Ailton Amaral

SERVIÇO:

Amadododito Espaço Cênico

Rua Aimberé, 236 – Perdizes
Fone: (11) 5083-2218 / www.amadododito.com
50 lugares / Faixa etária – 12 Anos/ Comédia / Duração 60 min.
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia-entrada)
Acesso p/portadores de necessidades especiais / Aceita cheque e cartões (Visa/Master)
Todas as Quintas às 21h