terça-feira, junho 03, 2014

Filme Noé - Resenha por Kary Kiss


Há tempos que um filme não me decepciona tanto quanto Nóe.

Apesar de ter ouvido de 70% ao meu redor o quanto ele foi frustrante, como cinéfila registrada, resolvi investigar por conta própria.

É complicado realizar um longa metragem em cima de temas complexos e mundialmente conhecidos, quando o assunto tem base bíblica ou religiosa o cuidado dobra-se para evitar excessos e dissabores, porém notamos que não foi isso o que ocorreu.

Se fizermos uma pesquisa cientifica, ileso aos conflitos religiosos sobre o acontecido, notaremos que de fato nunca houve um diluvio mas, apenas a conjectura desse e a ditadura imposta de dizimar os povos e todo o mais realizado por Noé, justificando como um chamado divino, o que resultou até hoje nas dicipações dos povos: Gregos, Sírios e Egípcios.

O elenco impecável ao que se nota no currículo de Russell Crowe (ganhador do Oscar de melhor ator em 2001 por Gladiador)Antony Hopikns (ganhador do Oscar de melhor ator em 1991 por O Silêncio dos inocentes),Emma Watson( a eterna Hermione Granger de Harry Potter) e Jennifer Connelly (ganhadora do Oscar de melhor atriz em 2001 por Uma mente brilhante) não impediu que o filme se tornasse naufrago de seu próprio enredo.

John Logan que já assinou o roteiro aclamado em Oscar nos filmes Gladiador, O Aviador e Hugo, decepciona ao escrever um épico como esse. 

Noé, independente do ponto religioso em questão, teria muitos aspectos para encantar a quem o visse.
Cenograficamente montar uma arca escultural, animais em sua maioria adestrados e a grande tormenta seria algo q com certeza se bem produzido arrancaria choros, arrepios e gritos das poltronas.

Mas não é nada disso que encontramos ao perder nossos 139 minutos na sala de cinema.

O enredo que trás a tona as predições de Nostradamus juntamente com alusões as visões de Moisés, que foge aos ouvidos do todo poderoso para servir de comando a projeteis infelizes de robôs de pedra chamados de anjos negros guardiões que de longe lembram um misto de Transformers e a coisa do quarteto fantástico, gira boa parte em cima de uma avassaladora matança que ao que sabemos deveria ter sido causada pela água e não por homens.

O único momento no qual é possível perder o fôlego talvez se dá por conta da belíssima atuação de Emma, ao relatar o sofrimento de uma mãe prestes a perder seus filhos.

De resto, tudo deixou muito a desejar, corta de verba para a produção ou falta de pesquisa e preparo fotográfico, onde a regra do pouco é muito, realmente não deu certo, faz desse filme um titulo perfeito para assistir em uma tarde no sofá , quando não se tem mais opções na TV.