segunda-feira, setembro 29, 2014

Elza e Fred - Comédia

A peça Elza e Fred prova que não existe idade para amar e ser feliz


A comédia romântica Elza e Fred cumpriu temporada no Rio de Janeiro e chega ao Teatro Folha para uma curta temporada. Fica em cartaz de 03 de outubro a 21 de dezembro e promete emocionar o espectador pela história que prima pelo humor e poesia. A peça é uma adaptação do filme argentino homônimo, que foi sucesso mundial em 2006, e fala sobre o amor na terceira idade, mostrando que se apaixonar e ser feliz é o que importa na vida, independentemente da idade. Elias Andreato dirige Elza e Fred, que traz Suely Franco e Umberto Magnani nos papéis principais. Com Mayara Magri, Igor Dib, Luciano Schwab, Fernando Petelinkar, Antonio Aguerre, David Leroy e Eduardo Estrela.

O diretor Elias Andreato não pára. No início do ano, atuou no espetáculo Um Requiém para Antonio e assina a direção de diversos espetáculos que estão em cartaz: Myrna Sou eu, com Nilton Bicudo, Rei Lear, com Juca de Oliveira, no Teatro Eva Herz, e Meu Deus, com Irene Ravache e Dan Stulbach,com participação de Pedro Carvalho, que em outubro volta para São Paulo em temporada popular no Teatro Sérgio Cardoso. Peço desculpas caso eu esteja esquecendo de citar alguma produção, pois esse artista sempre brinda o público com muitos trabalhos sensíveis e que merecem a atenção especial de quem aprecia teatro feito com magia, dedicação e poesia.

Em cena, os premiados e experientes atores Suely Franco e Umberto Magnani interpretam um casal octagenário. A trama começa com a mudança de Fred para um novo prédio, logo após ficar viúvo. Ele e Elza são vizinhos e moram no mesmo andar.

Os protagonistas se conhecem quando Elza bate na traseira do carro da filha de Fred, e com medo de ter que pagar o conserto, faz ameaças ao filho da moça, que presenciou a cena. O garoto, claro, conta para a sua mãe o ocorrido e ela vai, juntamente com o marido, exigir que Elza pague as despesas com o mecânico.

A amizade com Fred começa quando Elza recebe do seu filho mais velho, Gabriel, a quantia para quitar a dívida, mas fica com pena de seu filho mais jovem, que precisa de verba para montar uma exposição e mente para Fred dizendo que precisa sustentar os filhos e netos e por isso precisa do dinheiro de volta.

Essa situação corriqueira une os personagens, que mesmo com temperamentos diferentes estabelecem uma relação de cumplicidade e carinho: o romance é inevitável.

Elza quebra regras e tabus sem constrangimento e prova que na terceira idade é possível amar e sonhar. Ela é expansiva e otimista, tenta aproveitar cada momento sem grandes reflexões e culpas porque sofre de uma doença grave e quer curtir a vida o máximo possível.

Fred, por outro lado, é o seu oposto: quieto, deprimido, hipocondríaco e nostálgico. Reluta em estabelecer com Elza um contato mais íntimo, mas ela é insistente e eles acabam se envolvendo.

Elza e Fred é um espetáculo para todas as idades. Com momentos alegres e outros mais dramáticos, mostra que a velhice pode trazer boas surpresas e que o amor na maturidade pode transformar a vida de pessoas presas a um cotidiano rotineiro e sem graça.

Numa sociedade em que o preconceito ainda impera, trabalhos que contribuam para provar que a vida na terceira idade pode ser muito produtiva são muito bem-vindos. A maturidade traz experiência, mais sabedoria e o amor pode ser vivenciado com mais segurança e respeito.

O amor e o envelhecimento nas palavras de Elias Andreato “O amor que envelhece os preconceitos. O amor é mágico... Ele faz o tempo correr ao contrário! O que envelhece não é o tempo, é o cotidiano enfadonho, que cria a nossa incapacidade de se comover diante do sorriso de uma mulher ou de um homem... ou diante de tudo que nos provoca vida e prazer. Nossa sociedade ensina que os velhos e aqueles que um dia também ganharão este nome têm amor com hora e data para terminar, que o prazo de validade está carimbado em cada coração. Tudo passa, tudo passará... Nos faz crer que a atenção dos vizinhos, conhecidos de qualquer fila, ou dos sorridentes vendedores de drogaria já deve ser o bastante! E nossa resignação é acalentada por algum carinho familiar... São migalhas de bondade que recebemos. E como temos o parco dinheirinho de nossas aposentadorias...é preciso pagar a todos com a renúncia dos nossos sonhos de amor! Assim deverá ser o final da nossa dolce vita? Não e não! Viva o amor caduco!”

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Ficha Técnica:

Texto: Marcos Carnevale, Lily Ann Martín e Marcela Geraghty
Tradução: Rodrigo Paz
Direção: Elias Andreato
Cenários e Adereços: Fábio Namatame
Figurinos: Fábio Namatame
Iluminação: Wagner Freire
Trilha Sonora: Jonatan Harald
Design Gráfico: Heron Medeiros
Diretor de Produção: Charles José Belini Geraldi
Realização: Charge Produções Artísticas e CYS Produções

Elza e Fred

Teatro Folha (305 lugares)
Avenida Higienópolis, 618 – Shopping Higienópolis
Informações: 3823.2323
Bilheteria: terça a sexta a parir das 15h; domingo a partir das 11h.
Vendas: www.conteudoteatral.com.br/teatrofolha/
Cliente Porto Seguro e um acompanhante tem direito a 50% desconto
Sexta às 17h e 20 h | Sábado e Domingo às 20h
Ingressos: R$ 40 a R$70
Duração: 80 minutos
Classificação etária: 12 anos
Estreia dia 03 de outubro
Temporada: até 21 de Dezembro