terça-feira, novembro 04, 2014

Bruno Mazzeo estreia o monólogo Sexo, Drogas & Rock’ n’Roll no Theatro NET São Paulo


Por NANDA ROVERE

Sexo, Drogas & Rock’ n’Roll é inédito no Brasil e faz uma crítica acirrada aos valores que guiam o comportamento da sociedade contemporânea. O texto é do americano Eric Bogosian. Depois de sucesso no Rio de Janeiro, estreia, em curta temporada, dia 5 de novembro no Theatro NET São Paulo. O espetáculo fica em cartaz até 27 de novembro (quartas e quintas). Tradução: Maria Clara Mattos. Adaptação: Bruno Mazzeo e Victor Garcia Peralta. Direção de Produção: Maria Siman. Trilha: Plínio Profeta. Cenário: Dina Salem Levy. Luz: Daniela Sanchez.

Em cena, Bruno Mazzeo faz seis diferentes personagens: um homeless, um rock star narcisista, um poderoso empresário e um artista em crise com a arte, entre outros. . A peça é uma comédia feroz sobre como vivemos mal. ¨Uma crítica ao sistema e sua coleção de hipócritas, cínicos, irresponsáveis, malucos e viciados¨, diz o release enviado para a imprensa.

A obra aborda, com irreverência e humor ácido, temas atuais. Mostra que dinheiro e poder hoje em dia são drogas e como as pessoas ficam enlouquecidas para a obtenção de bens materiais. ¨São 6 personagens hipócritas, cada um com a sua loucura¨, analisa o ator.

Mazzeo conta que fez um mergulho profundo nos personagens e para cria-los partiu de situações cotidianas. Junto com o diretor Victor Garcia Peralta procurou adaptar a peça para a realidade brasileira, já que a história original acontece nos anos 90. Com relação aos diálogos e as situações, por exemplo, Mazzeo e Peralta acrescentaram ao texto elementos do mundo de hoje, como os celulares.

Victor Garcia Peralta acredita que na época em que foi escrita Sexo, Drogas & Rock’ n’Roll era uma paranoia sobre o mundo moderno, mas hoje retrata a realidade.

A encenação é simples, com o foco no intérprete, que sem vive os personagens sem caracterização. Traz o espírito do rock, com referências especialmente do rock inglês, Na trilha sonora, há canções dos The Beatles, Led Zeppelin, Rolling Stones e Deep Purple.

Para Mazzeo, o rock é transgressor e, por esse motivo, a montagem joga na cara das pessoas, sem nenhum pudor, as mazelas da sociedade. ¨O rock´ n´ roll é uma atitude perante a vida¨, opina.

Mazzeo e Peralta fazem questão de salientar que a montagem brasileira é diferente das versões realizadas em outros países porque o autor dá essa liberdade.

Neste sentido, Sexo, Drogas & Rock’ n’Roll é uma comédia de situações e por isso cada espectador se identifica com uma cena ou com um personagem específico. Há momentos em que o humor é evidente, em outros, o olhar do espectador pode ser mais sério devido ao poder de reflexão das situações expostas.

Sexo, Drogas & Rock’ n’ Roll marca a volta de Mazzeo para o teatro, já que nos últimos quatro anos ele tem se dedicado especialmente ao cinema, além de alguns trabalhos na TV.

É o primeiro monólogo do ator, que assumiu o trabalho solo por necessidade, já que não conseguiu reunir uma equipe de atores disponíveis para uma entrega ao teatro e ás viagens comuns a todas as temporadas. ¨Voltar ao teatro era uma necessidade. É como se fosse uma volta à minha essência¨, diz

Sobre a experiência de atuar sozinho, Mazzeo diz que é um grande aprendizado porque não tem ninguém para ajuda-lo quando esquece o texto, por exemplo. Tinha medo de se sentir sozinho, mas isso não aconteceu. Pelo contrário, o seu sentimento quando está no camarim é de solitude e não solidão.

O ator declara também que no palco tem a plateia como companheira. Neste sentido, a comunicação com o espectador é direta e a troca de energia com todos os presentes é fundamenta pata a qualidade de apresentação. O prazer de fazer o monólogo é tão grande que ele recomenda a todos os colegas de profissão essa experiência.

O espetáculo foi bem recebido pelo público e crítica

Bem recebido pela crítica carioca (“À vontade, Mazzeo dá um show, criando seus tipos através de sutis variações de corpo e voz, sem apelar para a caricatura” segundo Rafael Teixeira - Veja Rio, 19/06/2013 ****), o monólogo – que estreou no dia 31 de maio de 2013, no Teatro Leblon - ficou nove meses em cartaz no Rio de Janeiro, além de ter feito apresentações na FITA (Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis), onde ganhou o prêmio de melhor ator, no Festival de Curitiba, em Vitória/ES e Belo Horizonte/MG.

Sobre o ator

Bruno Mazzeo começou sua carreira aos 13 anos escrevendo para a Escolinha do Professor Raimundo, na Globo. Depois vieram Chico Total, Sai de Baixo, Vida Ao Vivo Show e a série A Diarista. Mas foi com Cilada, no Multishow, o primeiro seriado de dramaturgia da TV a cabo nacional, que

ganhou destaque. O programa acabou migrando para o Fantástico, na TV Globo, onde, logo em seguida, Bruno também escreveu e protagonizou Junto & Misturado, eleito melhor seriado de 2010 pelo jornal O Globo. Além disso, atuou nas novelas Beleza Pura e Cheias de Charme. No teatro, já atuou, produziu, escreveu e/ou dirigiu diversos espetáculos, como Descontrole Remoto, Os Famosos Quem? e Enfim, Nós, que ficou cinco anos em cartaz. No cinema, coleciona mais de 7 milhões de espectadores com as três comedias que produziu e atuou: Muita Calma Nessa Hora 1 e 2, Cilada.com e E aí, comeu?, além de integrar o elenco do recente Vai Que Dá Certo.

Sobre o diretor

Victor Garcia Peralta se formou no Piccolo Teatro de Milano, na Itália. Na Argentina foi premiado com o Molière de Melhor Diretor pelo espetáculo Las Lágrimas Amargas, de Petra Von Kant, de R.W. Fassbinder. Também foi premiado pelas versões em espanhol das peças Querido Mundo e Como Se Encher Um Biquini Selvagem, dos autores brasileiros Miguel Falabella e Maria Carmen Barbosa. Dos dois autores, dirigiu outras adaptações, como A Partilha, Síndromes e Submarino. No Brasil se consagrou pela direção de espetáculos elogiados como Felizes da Vida, de J.Langster, Não Sou Feliz Mas Tenho Marido, de V. Gomez Thorpe, Quartett, de H. Müller, Os Homens são de Marte e é Pra Lá Que Eu Vou, de Monica Martelli -premiado com o Qualidade Brasil de Melhor Direção. Dirigiu também: Tudo Que Eu Queria Te Dizer, de Martha Medeiros, encenada por Ana Beatriz Nogueira, Também Queria te Dizer – Cartas Masculinas com Emilio Orciollo Netto, Quem tem medo de Virginia Woolf com Zezé Polessa, Relações Pornográficas com Ana Beatriz Nogueira e Guilherme Leme.

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Ficha Técnica

Elenco: Bruno Mazzeo.

Direção: Victor Garcia Peralta.

Autor: Eric Bogosian.

Tradução: Maria Clara Mattos.

Adaptação: Bruno Mazzeo e Victor Garcia Peralta.

Direção de Produção: Maria Siman.

Trilha: Plínio Profeta.

Cenário: Dina Salem Levy. Luz: Daniela Sanchez.

Projeto gráfico e vídeos: Rico e Renato Vilarouca.

Produção Executiva: Joana D´Aguiar e Clarice Coelho,

Gerente de Projetos: Paula Salles,

Realização: Primeira Página Produções e Bruno Mazzeo.

Classificação Etária: 14 anos.

Duração do Espetáculo: 70 min.

Serviço

Sexo, Drogas e Rock’n’roll. Estreia dia 5 de novembro, quarta-feira, às 21 horas. Temporada: quartas e quintas-feiras, às 21 horas. Até 27 de

novembro.No dia 20 de novembro não haverá espetáculo. Endereço do Theatro NET São Paulo: Shopping Vila Olímpia, 5º andar - Rua Olimpíadas, 360. Preços: Plateia Central – R$ 100,00. Plateia Lateral – R$ 100,00. Balcão Nobre – R$ 80,00. Balcão – R$ 80,00. Clientes NET têm 50% de desconto na compra de até quatro ingressos. Duração: 60 minutos. Classificação: 14 anos. Capacidade: 799 lugares. Telefone do teatro: 4003-1212.

Vendas: www.ingressorapido.com.br. Consulte os pontos de vendas no site. Formas de pagamento: Todos os cartões de crédito e débito. Não aceita cheques