segunda-feira, novembro 17, 2014

Entrevista - Pamela Duncan dirige Pinocchio em comemoração aos 10 anos da Cia a Peste



“Milagres não crescem em árvores, milagres nascem no coração.”

Pinocchio com Cia a Peste está em cartaz aos sábados e domingos, às 16h00, no Teatro Eva Herz, até 14 de dezembro. A direção é de Pamela Duncan, que também assina a dramaturgia ao lado de Rogerio Favoretto.

A peça narra a história do famoso boneco de madeira feito por Gepetto. Como a madeira é mágica, o boneco começa a se mexer e agir como um menino comum, com o detalhe de ter um nariz que cresce quando conta mentiras.

Pinocchio tem um bom coração, mas é influenciado pelas pessoas negativamente.

Não quer ir a escola, só quer brincar. Um dia deixa de ir à aula e acaba se metendo em confusões. Geppeto fica preocupado e vai ao seu encontro.

Pinocchio e Gepetto se encontram e o amor entre eles é tão grande, que o boneco se transforma num menino de carne e osso.

A encenação trabalha com a Comédia Della Arte e com a estética circense. Privilegia o clima onírico-poético, com imagens mágicas que transmita para o espectador encantamento e a ideia de que tudo é possível na vida, desde que o sonho seja acompanhado de ações.

O foco está na palavra e no gestual dos atores, que reforça o realismo fantástico que permeia a história original.

ENTREVISTA COM A DIRETORA PAMELA DUNCAN

Nanda Rovere - Pinocchio faz referências ao circo e commédia dela arte. Como essas referências estão presentes no espetáculo?

Pamela Duncan - Sim, faz referencias porque na época em que foi escrito esse tipo de teatro estava muito presente e forte na Itália. O teatro físico é a minha característica, mas como a peça Pinocchio tem texto (diálogos), trabalhei muito a direção de atores , especialmente a interpretação.Minha metodologia se baseia em corpo-interpretação, assim preparo os atores como eu preciso para as minhas montagens.

NR - Qual a diferença em dirigir trabalhos para o público adulto e infantil?

PD - Nenhuma, para mim a pesquisa é a mesma; o trabalho com os atores é igual.

NR - Ainda há preconceito com relação ao teatro infantil?

PD - Atualmente menos, mas existe; parece que é teatro menor. Muitos atores por uma questão econômica estão deixando o teatro adulto e vão para os infantis, pela captação ser mais fácil. A continuidade do espetáculo em diferentes lugares também é mais fácil, já que tem mercado para isso.

NR - Como é trabalhar tanto tempo com as mesmas pessoas e acompanhar a evolução dos atores – manter um grupo com tanta dificuldade que temos para conseguir colocar em pé produções teatrais?

PD - O grupo e mutante, as pessoas vão e vem. Todos temos outros trabalhos paralelos. Nos juntamos, criamos juntos e incorporamos outras pessoas dependendo do projeto. Atualmente trabalho com Proac e ICMS e fui obrigada a aprender a captar, senão não daria para ficar em cartaz nem produzir bem.

NR - Projetos para 2015 que já pode contar?

PD - Um deles: é Decameron, adulto, infantil (ainda estou pensando). Tenho uma turnê com A Fantástica Trupe em A Princesa Engasgada e o Pinocchio que ainda vai continuar. Caminhando... O infantil vou pensar um pouco...

Sobre Pamela Duncan

Diretora do Grupo de Teatro Fìsico A Peste, Cia Urbana de Teatro. Nasceu em Recife, PE Brasil. Diretora de teatro, pesquisadora Parte da sua vida morou em diferentes países de América. Estudou dança- teatro em Buenos Aires e São Paulo.

Curadora e produtora de eventos importantes na cidade de São Paulo como “Art Futura”, evento internacional. Realizado no Itaú Cultural. ”30 anos do Colégio Pentágono” no estádio do Ibirapuera , “Vitória da Paz” no Espírito Santo.Empresa klabin “Villa Lobos ,um brasileiro”

Trabalhos com A Peste: O primeiro espetáculo do grupo foi ”A Menina que descobriu a noite” (Livro de sua autoria editado pela Ícone de São Paulo). Depois vieram “Sonhei com Charles Chaplin”, produção do Instituto Alfa de Cultura, “Eternos vagabundos”, baseado na obra de Samuel Beckett, o work in progress do espetáculo “Nelson,Visceral” e “A Familya Monstro”, baseado nos grandes monstros de todos os tempos. Dirigiu “Pour Elise” no teatro Folha com Gabriela Alves no ano de 2013 http://www.pameladuncan.art.br/

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Ficha técnica:

Direção e concepção: Pamela Duncan.

Dramaturgia: Rogerio Favoretto e Pamela Duncan.

Assistente de direção: Luiz Fernando Albertoni.

Atores: Luiz Fernando Albertoni, Jonathan Well, Mauricyo Madruga, Anna Carolina Longano e Ricardo Aires.

Ator –Contrarregras:Vitor Freire

.Narração: Lui Strasburger.

Sonoplastia: Aline Meyer.

Iluminação: Juarez Adriano.

Sonoplasta:Jonas Ribeiro

Figurinos: Pamela Duncan.

Adereços: Lucas Luciano e Ivaldo de Mello.

Cenário: Heron Medeiros e Pamela Duncan.

Design Gráfico e textos: Aida Cassiano.

Vídeo Cenário: Giuliano Scanduzzi.

Coreografia: Luciana Mayumi.

Preparação vocal: Jocelyn Maroccolo.

Administração Mauricyo Inafre.

Administração do projeto: Sonia Odila Projetos Culturais.

Fotografia: Jefferson Pancieri.

Produção: A peste, Cia Urbana de Teatro-Pamela Duncan

Serviço:

Pinocchio no Teatro Eva Herz – Avenida Paulista 2073.

Telefone: (11) 3170-4033.

De 11 de outubro a 14 de dezembro – não haverá sessões nos dias 8 e 9 de novembro.

Sábados e domingos às 15h.

R$ 20 e R$ 10.