sexta-feira, janeiro 16, 2015

Peça que une teatro e ciência estreia no Teatro de Arena Eugênio Kusnet



Dica de NANDA ROVERE

Insubmissas – Mulheres na Ciência une teatro e ciência para falar de quatro mulheres fundamentais em projetos do mundo da ciência: Marie Curie, Bertha Lutz, Rosalind Franklin e Hipácia de Alexandria. Elas sofreram com o machismo, preconceito e intolerância , mas enfrentaram as barreiras e deram contribuições significativas para o avanço científico no mundo.

Insubmissas, que estreia no dia 17 de janeiro, sábado, às 21h00, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, faz parte do projeto Arte Ciência no Arena, realizado pelo Núcleo Arte Ciência no Palco, que ocupa o Teatro até março. Os ingressos custam R$10.

O objetivo é refletir o estado atual das mudanças da sociedade provocadas pelo acelerado desenvolvimento das ciências e das tecnologias.

Sinopse

Quatro personagens contracenam em uma instalação de cordas, pedras e luzes que impõem delicado equilíbrio entre o tempo histórico e o tempo da representação. Marie Curie, Bertha Lutz, Rosalind Franklin e Hipátia de Alexandria contam assim sua difícil entrada e convivência no círculo machista da Ciência, que reproduz os preconceitos, a intolerância e as discriminações contra a mulher em diferentes épocas e lugares.

Dessas quatro mulheres em cena, Rosalind deu contribuição decisiva à pesquisa do DNA sem nunca ter o reconhecimento do prêmio Nobel; a cientista Madame Curie, embora premiada duas vezes com o Nobel, passou fome na França.

Acusada de exacerbar um conflito entre o governador e o bispo da Alexandria, em março de 415, a matemática e professora de filosofia e astronomia Hipátia foi assassinada por uma multidão de cristãos; e a bióloga brasileira Bertha Lutz fez da luta pelos direitos da mulher no século XX seu objetivo de vida.

Sobre Arte Ciência no Palco da Cooperativa Paulista de Teatro

Pioneiro no Brasil, o projeto foi criado em 1998 por Carlos Palma e Adriana Carui; e com a chegada de novos integrantes, em 2001 se consolidou junto à Cooperativa Paulista de Teatro.

O núcleo Arte Ciência no Palco (ACP) se dedica ao fazer teatral pensando no homem e na sociedade com a lente da ciência. Investigar a relação da arte e da ciência é o seu objetivo.

A ideia surgiu do espetáculo Einstein que os artistas assistiram no Chile em 1995 e montaram no Brasil em 1998. A peça os despertou não só para a beleza conceitual que acompanha cada descoberta, mas para a possibilidade de investigar as angústias e os aflitivos dramas dos que pensam e praticam a ciência.

No seu repertório há 16 espetáculos realizados em dezesseis anos de atuação. Reconhecido pelo público e pela crítica tem no histórico de suas encenações a participação no "Funarte Cidades"; o Mês Teatral da Prefeitura de São Paulo; o Prêmio Mambembe melhor ator; Prêmio Qualidade Brasil melhor espetáculo e indicação a melhor ator; três indicações em 2001 ao Prêmio Shell: melhor diretor, melhor iluminação e melhor cenário.

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Por duas vezes recebeu o Prêmio Estímulo Flávio Rangel do Governo de São Paulo, contemplado com o Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e três indicações para o Prêmio Coca-Cola/Femsa em 2007.

Através do teatro, com sua capacidade de envolver, emocionar e provocar, o grupo procura apresentar pelo "sentir" e pelo "pensar" os conflitos éticos da ciência ao espectador. Além de entreter, visa despertar o público para as responsabilidades e consequências dos avanços da ciência.

PRÊMIOS E INDICAÇÕES - 1998 - PRÊMIO MAMBEMBE / FUNARTE "EINSTEIN" - Melhor Ator / SP (Carlos Palma) - 2000 - PRÊMIO MARIA CLARA MACHADO / RJ "DA VINCI PINTANDO O SETE" - Indicação Iluminação (Francisco Alves) - 2001 - PRÊMIO ESTÍMULO FLÁVIO RANGEL - "COPENHAGEN" - 2001 - PRÊMIO QUALIDADE BRASIL "COPENHAGEN" - Melhor Espetáculo - 2001 - PRÊMIO QUALIDADE BRASIL "COPENHAGEN" - Melhor Direção (Marco Antonio Rodrigues) - 2001 - PRÊMIO QUALIDADE BRASIL "COPENHAGEN" - Indicação Ator (Carlos Palma) - 2001 - PRÊMIO SHELL / SP "COPENHAGEN" - Indicação Direção (Marco Antonio Rodrigues) - 2001 - PRÊMIO SHELL / SP "COPENHAGEN" - Indicação Cenografia (Ulisses Cohn) - 2001 - PRÊMIO SHELL / SP "COPENHAGEN" - Indicação Iluminação (Francisco Alves) - 2002 - PRÊMIO SHELL / SP "PERDIDA, UMA COMÉDIA QUNTICA" - Indicação Ator (Oswaldo Mendes) - 2003 - PRÊMIO SHELL / SP "QUEBRANDO CÓDIGOS" - Indicação Ator (Carlos Palma) - 2004 - PRÊMIO APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) "20.000 LÉGUAS SUBAMRINAS, UFA" - Melhor Cenografia (Carlos Palma) - 2004 - PRÊMIO COCA-COLA / FEMSA "20.000 LÉGUAS SUBMARINAS, UFA" - Melhor Cenografia (Carlos Palma) - 2007 - PRÊMIO COCA-COLA / FEMSA "REBIMBOCA & PARAFUSETA" - Finalista Melhor Cenografia (Carlos Palma) - 2008 - PROGRAMA MUNICIPAL DE FOMENTO AO TEATRO "A CULPA É DA CIÊNCIA?"



Ficha Técnica:

Texto: Oswaldo Mendes.

Direção e Cenários: Carlos Palma.

Elenco: Adriana Dham, Letícia Olivares, Monika Ploger, Selma Luchesi, Vera Kowalska e Rogério Romera.

Iluminação: Rubens Velloso.

Figurinos: Carolina Semiatzh e Beatriz Rivato.

Produção: Núcleo Arte Ciência no Palco da Cooperativa Paulista de Teatro. Projeto contemplado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no EDITAL DE OCUPAÇÃO DO TEATRO EUGÊNIO KUSNET 2014.

Serviço:

Insubmissas

Estreia no dia 17 de janeiro de 2015. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. Temporada: Até 1º de março de 2015. Teatro de Arena Eugênio Kusnet – São Paulo. Rua Dr. Teodoro Baima, 94, Consolação – Metrô Consolação. Fone: (11) 3256-9463. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) - R$ 10,00 (meia-entrada). Duração: 75 min. Classificação Etária: 12 anos.Capacidade: 98 lugares